A Jornada de Angústia e Esperança para Superar o Esgotamento.
Quando o Esgotamento Vira a Minha Realidade
Eu nunca imaginei que algo como o burnout fosse acontecer comigo. Sempre me considerei uma pessoa resiliente, dedicada, alguém que dava conta de tudo – do trabalho, da vida pessoal, dos compromissos. Mas, aos poucos, essa realidade foi mudando, e percebi que aquela energia toda já não era a mesma. O cansaço parecia permanente, uma espécie de peso que ia se acumulando sem dar sinais de alívio.
No começo, achei que era só uma fase, algo temporário, e continuei insistindo que "era só trabalhar um pouco mais" ou "dormir melhor". Só que o tempo foi passando, e o cansaço não diminuía. Pelo contrário, cada dia parecia mais difícil que o anterior. Levantar da cama de manhã se tornou uma tarefa árdua, como se eu estivesse carregando um peso invisível e gigantesco. Meu corpo dava sinais, mas minha mente estava tão focada em continuar, em “não falhar”, que eu não conseguia aceitar que algo estava errado.
Foi só quando me vi sem forças, sem vontade e sem prazer por aquilo que antes amava fazer, que percebi que algo mais profundo estava acontecendo. O trabalho que costumava me dar orgulho virou fonte de angústia. Eu acordava já preocupado com tudo que precisava fazer e ia dormir com a sensação de que nada era suficiente. A ideia de que, talvez, eu estivesse realmente esgotado começou a fazer sentido. E junto dessa ideia veio um misto de medo e alívio – medo do que isso significava, mas alívio por finalmente reconhecer que não dava mais para continuar ignorando.
Essa foi a primeira vez que pensei: "Isso é mais que cansaço, isso é burnout."

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